A esperança como sentido para a Vida


Talvez você esteja aí se perguntando: o que será do amanhã? Como superar momentos difíceis e críticos como esse que estamos vivendo hoje? Como saber se a humanidade irá sobreviver a si mesma? Todos os dias lemos notícias regadas a fake news, ódio, dor e lamento. Nossa mente fica impressionada com isso, e tem uma super tendência de generalizar, e frases do tipo: tudo está ruim, sempre vai ser assim, não tem jeito, passam a ser habituais em nosso vocabulário.


Também começamos a afirmar que a humanidade “deu errado”... mas onde será que erramos? quando deixamos de ser humanos? Ou melhor, como saber nos diferenciar dos outros animais que buscam por território, caça e reprodução?


A antropóloga e pesquisadora Margaret Mead, Nascida na Pensilvânia Estados Unidos, estudou psicologia e posteriormente antropologia na Universidade de Columbia e foi autora do livro “Adolescência, sexo e cultura em Samoa”, é uma pessoa que pode nos responder isso…


Em uma de suas aulas, certa vez respondeu a um de seus alunos que questionou em qual foi o momento que percebemos que nós seres humanos nos tornamos civilizados… e ela parou, olhou para o aluno e respondeu: “Um fémur com 15 mil anos encontrado numa escavação arqueológica.” Mas o que isso tem a ver? O Fêmur é o maior osso da nossa perna, liga o joelho ao quadril. E nesse osso, havia uma marca de cicatrização, ou seja, o homem em vida, fraturou a perna bem no meio do fêmur. Mas cicatrizou.


Quem diria que Um osso iria nos dizer quando começamos a ser humanos civilizados. Podemos entender aqui civilização como o fato de conseguirmos viver uns com os outros sem nos matar, manter a saúde, evoluir e crescer economicamente e culturalmente.


Há 15 mil anos, alguém fraturou um osso essencial da perna, que se quebrado, impede qualquer pessoa de andar e correr, e que naquela época, significava poder caçar, se alimentar, beber água e fugir de predadores. Um osso leva em média de seis a sete semanas para uma boa cicatrização, e para isso, a pessoa tem que ficar em repouso, a pessoa precisa ser cuidada. Alguém tem que alimentá-la, levar água, limpá-la… e transportá-la. Alguém se preocupou com aquele ser humano. Antes disso,em boa parte das culturas, um doente era deixado para morrer sozinho. Mas alguém se importou. Alguém cuidou. alguém deixou de ir caçar muito longe, de sair mais a noite para cuidar de alguém. Alguém deixou suas liberdades e vontades e escolheu cuidar de alguém. Preservar a vida acima de tudo.


Por isso, eu acredito que dentro de cada um de nós há a história da construção da civilização humana. Está em nós o germen da empatia, do cuidar… . está em nós o germe dos dias melhores. Ora, se eu cuido de alguém, ou de mim, é porque acredito que a pessoa vai melhorar. Isso é otimismo,isso é esperança. O pessimista não se cuida e nem cuida. O individualista não compreende que fazemos parte de um todo, e que quando deixamos um outro humano em sofrimento, este sofrimento um dia vem também bater a nossa porta, direta ou indiretamente. Não há como nos isolar disso.


Martin Seligman, criador da Psicologia Positiva afirma em seu livro Florescer que “Esperança, otimismo e responsabilidade para com o futuro, são uma família de forças que representam uma postura positiva em relação ao que está por vir. Esperar por bons eventos, sentindo que irão ocorrer como resultado de um esforço, e fazer planos para o futuro, garantem o bom ânimo aqui e agora, e estimulam uma vida direcionada para objetivos.”


A esperança na Psicologia positiva é uma das CINCO forças caráter associadas com a satisfação na vida e felicidade. Em um processo terapêutico baseado na psicologia positiva é imprescindível aprendermos a organizar a esperança, o altruísmo e diminuir a sensação de desamparo.


Todos nós temos esperança. Talvez ela esteja adormecida ou com a voz fraquejada. Então observe e sinta a sua esperança. A esperança se manifesta no fato de você ao agir, esperar que tudo dê certo, e se organizar para o sucesso. Se manifesta ao tomar um remédio na busca da cura, na prece pedindo dias melhores, no cuidado com o os filhos e com amigos. Afinal, ninguém quer que a vida de errado, não é mesmo? Isso é esperança. Ela está aí… e é ela que nos ajuda superar momentos de grandes desafios, que muitas vezes não nos deixa desistir.


Agora, convido você a exercitar a sua esperança. Imagine aqui comigo, você … você daqui a alguns anos, pode ser dois, tres… faça uma ponte para o futuro. Imagine você na sua melhor versão, onde muitas bençãos e alegrias façam parte da sua vida. Imagine você feliz e próspero com seu trabalho, com seus relacionamentos e com sua saúde. Imagine uma vida plena e com sabedoria. Respire fundo! Permita sua mente absorver esse desejo cheio de esperança e trabalhe para que esse futuro aconteça.


Seja humano, seja empático, seja civilizado… cuide-se e cuide dos outros. Exercite a esperança e a empatia, vamos seguir juntos nessa!


Zaionara Gomes

Psicóloga

https://youtube.com/ZaionaraGomesOficial


13 visualizações

© 2016 por Zaionara Gomes Blog

contato: