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O Psicólogo Organizacional – Oportunidades e Desafios

15.08.2016

O início da Psicologia no ambiente organizacional é caracterizado pelas mudanças que aconteceram ao longo dos anos e contribuíram para o atual modelo de trabalho, a dinâmica das organizações e o funcionamento do homem nesse contexto. Esse modelo está em constante transformação acompanhando, por exemplo, as inovações tecnológicas, novas formas de se relacionar e agir no ambiente de trabalho.

 

Aproximadamente no início do século XX, começam com mais veemência as afirmações de que apenas o salário não é suficiente para manter o indivíduo engajado e produzindo, mas que fatores psicológicos como a necessidade de reconhecimento, de valorização, o sentimento de participação e pertencimento, por exemplo, estão extremamente relacionados com a forma como o sujeito irá encontrar motivação (motivos para a ação), influenciar no seu desempenho e comportamento nesse ambiente.

 

Dessa forma, o caminho para os profissionais de psicologia foi aberto no ambiente organizacional, visualizando a contribuição que os mesmos poderiam agregar com suas habilidades e preparo para avaliar psicologicamente os sujeitos, analisar e identificar suas competências comportamentais, o que os motiva e o que os engaja, como desenvolvê-los, como retê-los, etc.  

 

Esse caminho dos psicólogos na área de Recursos Humanos (RH) passou e ainda passa por frequentes desafios e mudanças. Se antes os profissionais eram acolhidos no RH por sua habilidade de “conhecer melhor o humano”, atualmente e cada vez mais a área é direcionada a se posicionar estrategicamente, exigindo que o profissional de psicologia não só apoie na escolha “da pessoa certa para o lugar certo”, mas também para estudar e analisar a cultura da organização, as características intrínsecas que a tornam um organismo vivo, como ela funciona, como sente, como reage influenciada por tantas variáveis internas e externas. Há uma busca frequente para antecipar-se às questões que poderão afetar a harmonia e perpetuação da empresa, atuar visualizando e projetando os resultados de curto, médio e longo prazo, medir suas ações para justificar ou propor objetivos que agreguem ao negócio, seguindo a linha de que “tudo que é medido pode ser melhorado”.

 

Ao psicólogo que atua nas organizações, não basta apenas a formação acadêmica para deslanchar na área, conhecimentos de legislação trabalhista, de informática (excel, power point, etc), além de desmistificar a ideia de que psicólogo e matemática possuem um relacionamento conflituoso, se reúnem a uma boa qualificação para trabalhar na área. A necessidade de ações que gerem resultados, para além da análise que o profissional oferece, são cobrados. Habilidades de negociação, de comunicação, criatividade, bom relacionamento interpessoal, estão extremamente atrelados ao que também será exigido, além de sempre manter-se atualizado.

 

Por ser o ambiente organizacional, dinâmico, com intensa movimentação de pessoas, processos, demandas, prazos e cobranças, o psicólogo que se identifica com essa conjuntura, tende a sentir-se mais realizado na escolha de abraçar essa área para profissão. Permanece a referência de ser um profissional que vai lidar com pessoas e suas questões, assim como nas outras formas de atuar da Psicologia, mas conhecer com antecedência as particularidades próprias da área podem tornar essa escolha mais assertiva e satisfatória.

 

A área de RH é composta por profissionais com formações diversificadas, e para a Psicologia é oferecido um campo amplo de atuação. Cabe ao psicólogo identificar-se com essa proposta, apresentar sua versatilidade e abertura à mudança, para dedicar-se a um propósito que está em construção e que abre espaço para inúmeras possibilidades.

 

Rafaela Brandão

Psicóloga

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